O Inspetor de Pescado 

no 85

><> Setembro de 2011 <><

 GENERALIDADES

 

IAFI: Congresso Mundial de Pescado e Derivados

(World Seafood Conference 2011)

 

     Venha participar do Congresso Mundial de Pescado e Derivados (“2011 World Seafood Congress – WSC”) que será realizado no Hotel Omni Shoreham em Washington, D.C. de 1 a 6 de outubro de 2011!

     O WSC é um evento bi-anual organizado pela Associação Internacional de Profissionais de Pescado, IAFI (“International Association of Seafood Professionals”) - inicialmente Associação Internacional de Inspetores de Pescado (“International Association of Fish Inspectors”) - que este ano será levado a efeito em cooperação com o Instituto Nacional de Pesca (“National Fisheries Institute – NFI”), a associação privada que lidera as atividades do setor nos Estados Unidos. Os seminários que precedem a reunião serão focalizados em temas que hoje impactam o processamento e comercialização internacional de pescado e derivados. Entre estes temas figuram as revisões do novo Guia de Controle de Perigos através do HACCP (“new HACCP Hazards Guide”) lançado em abril último pela “Administração de Alimentos e Drogas dos Estados Unidos” (“U. S. Food and Drug Administration - USFDA”), o uso de aditivos químicos em pescado e seu impacto sobre nossa dieta alimentar, e, a rastreabilidade visando à inocuidade alimentar, além de outros tópicos associados que afetam a sustentabilidade e a economia do mercado internacional de pescado e derivados.

     O NFI obteve preços especiais (quartos a US$205/dia) no hotel do congresso - Omni Shoreham Hotel, 2500 Calvert Street Northwest, Washington, DC 20008, Tel : +1-202-234-0700 or 1-888-444-OMNI (6664). Para inscrição no Congresso e informações adicionais (programa, lista de participantes inscritos, visitas) visite a página: http://www.cvent.com/d/ldqyss . Esperamos você em Washington!

 

EFSA: Viroses transmitidas por alimentos

 

A Agência Européia de Inocuidade Alimentar (“European Food Safety Agency – EFSA”) publicou uma atualização feita pelo Painel Científico de Perigos Biológicos (“Scientific Panel on Biological Hazards”) sobre as viroses transmitidas por alimentos, fornecendo recomendações sobre possíveis medidas de prevenção e controle visando evitar sua disseminação na Europa. A EFSA informa que em 2009 as infecções virais foram responsáveis por mais de 1000 surtos de infecções de origem alimentar na Europa (19% do total) afetando mais de 8.700 indivíduos. Entre outras medidas o documento recomenda que as atividades de controle devam ser concentradas na prevenção da contaminação virótica ao invés da eliminação dos vírus no alimento contaminado.
Fonte: FishFile Lite, MEGAPESCA, Julho 2011.

 

Emergência nuclear no Japão – Resposta da IAEA/FAO/WHO

 

Em resposta ao acidente nuclear no Japão, muitas perguntas têm sido feitas no âmbito internacional sobre o impacto potencial na inocuidade alimentar. O Secretariado da “Rede Internacional de Autoridades em Inocuidade Alimentar” (“International Food Safety Authorities Network – INFOSAN”) mantém uma colaboração estreita com as autoridades japonesas com o objetivo de dividir informações com os membros da INFOSAN sobre os exames de alimentos realizados no Japão e as estratégias de gestão que estão sendo postas em prática naquele país. O Secretariado da INFOSAN também colhe informações provindas de seus países-membros sobre as medidas de controle alimentar que estão sendo aplicadas no âmbito nacional. Estas informações estão sendo regularmente incluídas na página da INFOSAN na Internet, visando manter a Rede atualizada. Paralelamente, a Organização Mundial de Saúde (OMS) está usando especialistas a fim de avaliar o risco e colher informações necessárias para assessorar as autoridades nacionais de inocuidade alimentar. Em 30 de março de 2011 a INFOSAN publicou informações sobre acidentes nucleares e radioativos associados à contaminação de alimentos. Esta informação pode ser acessada na página www.fao.org/crisis/26810-oe345236a149154263c548a99d 71of338.pdf. Informações específicas sobre a inocuidade de pescado e derivados estão disponíveis na página: http://www.iaea.org/newscenter/focus/fukushima/seafoodsafety0511.pdf.
Fonte: Food Safety News No. 42, WHO

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 NOVIDADES DOS PAÍSES ÁRABES

 

Mauritânia: Relatório da missão de inspeção da DG SANCO

 

     O relatório da missão do Serviço de Alimentos e Veterinária (“Food and Veterinary Office”), DG SANCO, realizada a Mauritânia de 17 a 19 de janeiro de 2011 visando inspecionar as condições sanitárias da produção de pescado e derivados destinados à exportação para a Comunidade Européia (CE) está disponível na Internet. Segundo o relatório, desde a inspeção anterior realizada pela CE em 2006, algum progresso foi observado, particularmente com referência à legislação e à infra-estrutura regulamentar da Autoridade Nacional Competente, tal como o estabelecimento do Serviço Nacional de Inspeção Sanitária de Produtos da Pesca e da Aquicultura em 2007, o aumento de recursos financeiros, administrativos e humanos, a criação de cursos de treinamento em âmbito nacional e no estrangeiro, e a preparação de um manual de procedimentos de inspeção. Contudo, durante a presente auditoria foi observado que havia um certo número de deficiências na aplicação dos controles oficiais de pescado e derivados. Assim, requisitos regulamentares europeus não podem ser considerados como sendo atendidos. Com relação ao controle de moluscos bivalves vivos, em virtude da recente implantação de um sistema de supervisão sanitária nas áreas de produção, o sistema oficial estabelecido não pôde ser plenamente avaliado e, portanto, não pode ser considerado satisfatório.  Ainda que um sistema de controle de qualidade tenha sido criado e aplicado pelo laboratório responsável pelos exames oficiais de pescado e moluscos bivalves vivos, foram notadas importantes deficiências que comprometem a confiabilidade dos resultados destes exames. Foram feitas recomendações a Autoridade Nacional Competente para a retificação das não-conformidades observadas.

Fonte: DG (SANCO) 2011-6203-RS Report of Audit in Mauritania (17-29 Jan 2011)

 

União dos Emirados Árabes: Primeira reunião global da INFOSAN

 

     A primeira reunião global da “Rede Internacional de Autoridades em Inocuidade Alimentar” (“International Food Safety Authorities Network – INFOSAN”) foi realizada em Abu Dhabi de 14 a 16 de dezembro de 2010, tendo 150 participantes de 65 países. O relatório completo da reunião está disponível na página da Internet www.who.int/foodsafety/fs-management/infosan_global_meeting/en/index.html.

Fonte: Food Safety News No. 42, WHO

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 NOTÍCIAS DA ÁFRICA

 

INFOSA: A Unidade de INFOPECHE para a África Meridional

 

     INFOSA é a Unidade da INFOPECHE para a África Meridional baseada em Windhoek, a capital da Namíbia. O principal objetivo da INFOSA é oferecer informações comerciais e prestar serviços de assistência técnica para as indústrias de pesca e aquicultura de todos os países membros da SADC (South Africa Developing Countries): África do Sul, Angola, Botsuana, Lesoto, Madagascar, Malaui, Maurício, Moçambique, Namíbia, República Democrática do Congo, Seychelles, Tanzânia, Zâmbia e Zimbábue. Esta organização inter-governmental foi criada em 2003 e é financiada pelo Governo da Noruega, sendo hospedada pelo Governo da Namíbia. INFOSA é parte da “Rede Mundial de Informação sobre Pescado e Derivados” (“Fish  Info Network”) que compreende sete organizações intergovernamentais: INFOPECHE (África sub-Sahara), INFOPESCA (América Latina), INFOFISH (Ásia e Pacífico), INFOYU (China), INFOSAMAK (Mundo Árabe), EUROFISH (Europa Oriental) e GLOBEFISH – órgão da FAO que coordena a Rede desde sua sede em Roma, Itália. O endereço da INFOSA é o seguinte: 89 John Meinert Street, Windhoek West, PO Box 23523, Windhoek, Namibia, Phone: (264) 61279430 – Fax: (264) 61 279434, Email: infosa@infosa.org.na - Website: www.infosa.org.na  

 

Gâmbia: Relatório da missão de inspeção da DG SANCO

 

     O relatório da missão do Serviço de Alimentos e Veterinária (“Food and Veterinary Office”), DG SANCO, CE, realizada a Gâmbia em 2010 visando inspecionar as condições sanitárias da produção de pescado e derivados destinados à exportação para a Comunidade Européia (CE), está disponível na Internet na página ec.europa.eu/food/fvo/act_getPDF.cfm?PDF_ID=8966. A Missão observou que a Autoridade Nacional Competente havia realizado melhoramentos em seu sistema de controle: as descrições das inspeções regulares aos estabelecimentos fiscalizados foram consideradas completas e baseadas em listas de inspeção (“checklists”), a legislação foi atualizada e está em linha com os requisitos da União Européia (UE). Dois estabelecimentos previamente considerados como possuindo graves não-conformidades haviam sido corrigidos. Entretanto, a Missão julgou que o controle das exportações de peixe defumado ainda era insatisfatório, e a capacidade dos laboratórios não era suficiente para a realização de todos os exames dos parâmetros de inocuidade alimentar requisitados pela UE.

Fonte: FishFiles Lite, MEGAPESCA, Julho 2011.

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 NOTÍCIAS DA ÁSIA

 

Inocuidade alimentar e biosegurança

 

     Durante a recente 9ª Reunião do Grupo Assessor Regional da Ásia sobre Sanidade dos Animais Aquáticos (“Asia Regional Advisory Group on Aquatic Animal Health - AG), um dos temas discutidos foi a necessidade de expandir os objetivos do grupo visando abarcar temas emergentes tais como inocuidade alimentar, certificação e biosegurança. É preciso fortalecer a gestão da sanidade dos animais aquáticos na região da Ásia-Pacífico devido ao aumento crescente da produção e comércio dos produtos deles derivados, a necessidade de atender os requisitos sanitários do comércio internacional, a importância da prevenção da disseminação de doenças através de fronteiras, e o reconhecimento da relevância da produção de animais aquáticos para a segurança alimentar.

     Segundo a Organização Internacional das Epizootias – OIE (“World Organisation for Animal Health), a inocuidade e a qualidade dos alimentos é mais bem assegurada através de um esforço integrado, multidisciplinar, que leve em consideração a cadeia alimentar como um todo. A eliminação ou controle dos perigos alimentares na origem, isto é, através de medidas preventivas, é muito mais efetiva do que reduzir ou eliminar o risco de consequências indesejáveis para a saúde através do emprego de medidas de controle do produto final, tradicionalmente baseadas no “controle de qualidade”. As estratégias de inocuidade alimentar evoluíram nas últimas décadas, passando de conceitos tradicionais de controle baseados em “boas práticas” (“Boas Práticas de Aquicultura” – “Good Aquaculture PracticesGAPs” e “Boas Práticas de Gestão” - Better Management Practices - BMPs), via sistemas mais específicos baseados na Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (“Hazard Analysis and Critical Control Points - HACCP), para conceitos baseados no controle de riscos em alimentos usando a Análise de Riscos (“Risk Analysis”).

     Por outro lado, a biosegurança na aquicultura, tal como debatido durante a Conferência Global sobre Aquicultura 2010 (realizada em Phuket, Tailândia), está assumindo uma perspectiva mais ampla para poder incluir a sanidade dos animais aquáticos, espécies invasivas, riscos genéticos, saúde pública e impacto das mudanças climáticas. Em conclusão, a inocuidade alimentar e a biosegurança na aquicultura devem ser fortalecidas, e, programas de conscientização devem ser estabelecidos e informações apropriadas devem ser disseminadas particularmente para os aquicultores em pequena escala que são a maioria na região.

Source: NACA NEWS, 16 (3), Jul-Set 2011

 

China: Lançada campanha de inocuidade alimentar

 

     O Ministério da Agricultura lançou uma série de campanhas para deter as atividades ilegais no setor da alimentação. As campanhas direcionam-se principalmente ao controle do excesso de resíduos de pesticidas em vegetais, do clenbuterol tóxico – um aditivo que elimina gorduras – adicionado à alimentação de suínos, de aditivos ilegais em produtos lácteos, produtos veterinários de má qualidade, aditivos proibidos em produtos da aquicultura e de materiais agrícolas falsos. O Ministério alertou que endurecerá a fiscalização sobre as cadeias de produção e distribuição visando prevenir que produtos não inócuos ingressem no mercado. 

     A Direção da Comissão de Inocuidade Alimentar estima que existem cerca de no mínimo 400.000 estabelecimentos manipuladores de alimentos, mais do que 2,1 milhões de restaurantes, e mais do que 200 milhões de pessoas envolvidas no cultivo e industrialização do pescado na China. Estes números tornam muito difícil para os governos regionais fiscalizar a inocuidade e qualidade dos alimentos. Na atualidade a fiscalização de alimentos é divida entre mais de seis órgãos governamentais, resultando numa distribuição indefinida de responsabilidades para cada uma delas. Dentro deste quadro complexo, especialistas recomendam que um departamento governamental independente com responsabilidade para fiscalizar a inocuidade/qualidade dos alimentos e favorecer políticas de encorajamento para que os consumidores denunciem violações que possam tornar os alimentos nocivos à saúde, tornando-se pró-ativos, poderá melhorar em muito a inocuidade alimentar na China.

Fontes: INFOFISH International, 4/2011  

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 NOVIDADES DA EUROPA

 

Comissão Européia: Flexibilidade na aplicação da legislação alimentar

 

     Um relatório da CE recomenda que seus Países Membros devam introduzir provisões mais flexíveis para a aplicação da legislação sobre higiene alimentar e encorajar sua disseminação. O relatório é resultado de uma série de missões realizadas a seis Países Membros (Áustria, Dinamarca, Estônia, Finlândia, Reino Unido e República Tcheca) entre Novembro de 2009 e março de 2010.

     Especialistas do Serviço de Alimentos e Veterinária (“Food and Veterinary Office – FVO”), o serviço de inspeção da Comissão Européia (CE), concluiu que a flexibilidade – que é prevista com referência às instalações, layout e equipamento dos estabelecimentos, práticas operacionais e controles – não é largamente aplicada nos Países Membros e isto tem consequências negativas para a economia das empresas de alimentos. Provisões mais flexíveis podem ajudar a indústria de alimentos, em particular aos produtores de pequena escala, a cumprir com a legislação de higiene de alimentos sem comprometer a inocuidade alimentar. Isto, por sua vez, ajudará à promoção de uma maior inovação no setor alimentar e apoiará a elaboração de produtos alimentares locais e tradicionais. Para ler o relatório visite a página: http://ec.europa.eu/food/fvo/specialreports/index_en.htm

 

UE: Semicarbazida (SEM) naturalmente presente no camarão

 

     A presença da semicarbazida (SEM), um metabólito da nitrofurazona, provocou inúmeros alertas rápidos no Sistema da UE devido a sua detecção no camarão gigante da Malásia (Macrobrachium rosenbergii) proveniente de Bangladesh e de outros países asiáticos. Pesquisas feitas pela Universidade de Ghent, na Bélgica e pelo Instituto de Ciências Agrárias e Biológicas (“Agri-Food & Biosciences Institute”) de Belfast, Irlanda do Norte indicaram que o SEM estava naturalmente presente na carapaça de todas as espécies de crustáceos analisadas, tais como siris, camarão de água doce e do mar. Estas instituições realizaram as pesquisas separadamente e independentemente, em resposta a mais de 50 alertas publicados pelo Sistema de Alerta Rápido para Alimentos e Rações (“Rapid Alert System for Food and Feed – RASFF”) durante o ano de 2009. Lotes de camarão importado de Bangladesh foram encontrados com níveis de SEM maiores do que o permitido (1 ppb). A rota metabólica para a produção de SEM permanece desconhecida; um papel fundamental na síntese protéica seria uma possibilidade.

     Enquanto que continuam os melhoramentos na capacidade analítica dos laboratórios de controle em Bangladesh, um esquema de rastreabilidade desde a larvicultura até a exportação foi estabelecido naquele país. Para melhor assegurar a longo termo a inocuidade alimentar em Bangladesh, foi criada uma instituição educacional de apoio a aquicultura chamada Centro de Aquacultura e Inocuidade Alimentar de seus Produtos (“Aquaculture and Aquatic Food Safety Centre – AAFSC”). O novo Centro tem o apoio do USFDA (“US Food and Drug Administration”) e da União Européia (UE).

Fonte: INFOFISH International, 5/2011.

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 NOTÍCIAS DA AMÉRICA LATINA

 

América Central: Surto de maré vermelh

 

     Os Governos da Guatemala e de El Salvador publicaram em agosto de 2011 alertas relacionados a um grave surto de maré vermelha na Costa do Pacífico de seus países. Maiores informações sobre o fenômeno e suas consequências podem ser obtidas contactando-se a Comisión Nacional para la Vigilancia y Control de la Marea Roja Tóxica en Guatemala, Ciudad Guatemala, Guatemala (indirección@invisumeh.gob.gt) e a Comisión Nacional de la Marea Roja, Salvador, El Salvador (www.mag.gob.sv).

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 NOTÍCIAS DA AMÉRICA DO NORTE

 

EUA: Informação sobre o FSMA

 

     Importantes informações sobre o Decreto de Modernização da Inocuidade Alimentar (“Food Safety Modernization Act – FSMA”) estão disponíveis em vários idiomas para facilitar seu acesso a manipuladores, varejistas, consumidores e reguladores da comunidade internacional. Os dados sobre o FSMA cobrem: (1) preliminares do Decreto do FDA, (2) o Decreto de Modernização, (3) pontos chaves sobre a legislação de inocuidade alimentar, e (4) perguntas e respostas sobre o Decreto – incluindo uma discussão sobre preços para a re-inspeção. Além da versão inglesa, acham-se disponíveis traduções para o francês, espanhol, italiano, português, russo e árabe. Para obter uma lista de todos os idiomas traduzidos visite a página: http://www.fda.gov/Food/FoodSafety/FSMA/ucm242834.htm

Fonte: Pamela Tom, University of California, Davis, CA  95616 USA, Fax:  530/752-4759, E-mail: pdtom@ucdavis.edu, Web: http://seafood.ucdavis.edu 

 

EUA: Inspeção mandatória para o bagre

 

     O Serviço de Inocuidade Alimentar e Inspeção (“Food Safety and Inspection Service – FSIS”) do Departamento de Agricultura (“USDA”) está propondo uma nova regulamentação requerendo inspeção contínua para o “catfish” (bagre) e produtos derivados. Uma definição mais ampla foi proposta para o termo “catfish” visando incluir todos os peixes da Ordem Siluriformes. Isto incluiria o bagre americano pertencente à família Ictaluridae e o bagre vietnamita pertencente à família Pangasidae. O documento número FSIS-2008-0031 (“Docket No FSIS-2008-0031”) contendo a regulação proposta está disponível na página: http://www.fsis.usda.gov/OPPDE/rdad/FRPubs/2008-0031.pdf. Uma análise do impacto de sua aplicação está disponível na página do USDA:  http://www.fsis.usda.gov/PDF/Catfish_Impact_Analysis.pdf. 

 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

 PUBLICAÇÕES

 

Brasil: Novo livro de TECNOLOGIA DE PESCADO

 

     Um novo livro de tecnologia de pescado foi publicado em português:  “Tecnologia do Pescado – Ciência, Tecnologia, Inovação e Legislação”. O livro é editado pelo Dr. Alex Augusto Gonçalves e foi lançado durante a Conferência Mundial de Aquicultura em Natal, RN, junho de 2011. Quarenta e nove (49) especialistas em tecnologia de pescado, brasileiros e estrangeiros, contribuíram na preparação dos 44 capítulos do livro. A publicação tem 600 páginas e está organizada em quatro secções principais: Ciência do Pescado, Tecnologia, Inovação e Legislação. O livro tem três Anexos: (1) Lista das principais espécies de valor comercial por regiões do Brasil; (2) uma tabela completa sobre a composição química das principais espécies de pescado e seus derivados; (3) exemplos de fluxogramas operacionais de processamento de pescado. A publicação é única em nosso idioma – um livro que todos os tecnologistas, inspetores, controladores de qualidade, consultores, pesquisadores, professores, estudantes, envolvidos com a tecnologia, inspeção e controle de pescado e derivados de língua portuguesa devem possuir. Para obter o livro contacte: www.atheneu.com.br

 

Novas publicações da FAO

 

     A FAO publicou um novo livro intitulado “Private standards and certification in fisheries and aquaculture: current practices and emerging issues” (Normas e certificações privadas na pesca e aquicultura: práticas atuais e tópicos emergentes). O livro é preparado por Sally Washington e Lahsen Ababouch, sendo publicado como um Documento Técnico da FAO em Pesca e Aquicultura (“FAO Fisheries and Aquaculture Technical Paper”) No. 553. O documento analisa os dois tipos principais de normas privadas que afetam o comércio de pescado, nominalmente a rotulagem ecológica e as normas de inocuidade e qualidade alimentar. São analisados os temas que influenciam sua preparação, examinando paralelamente suas implicações políticas e governamentais, o impacto de seus custos, seu papel na rastreabilidade, a avaliação de sua credibilidade, e os desafios e oportunidades para os países em desenvolvimento.

     Outra nova publicação da organização é o Documento Técnico de Pesca (“FAO Fisheries Technical Paper’) No. 559 intitulado “Postharvest loss assessment in small scale fisheries: A guide for the extension officer” (Avaliação das perdas pós-captura nas pescarias de pequena escala: um manual para o extensionista pesqueiro) preparado pelos colegas Yvette Diei-Ouadi e Yahya I Mgawe. Quantificar as perdas e compreender seu significado é fundamental para que possamos enfrentar o problema das perdas pós-captura de pescado. A finalidade desta publicação e oferecer aos extensionistas pesqueiros um manual de campo prático que possa ser facilmente lido e compreendido e que mostre como poder fazer sua própria avaliação. A publicação está disponível na página: http://www.fao.org/docrep/014/i2241e/i2241e.pdf.

 

SIPPO: Manual sobre o acesso ao mercado da União Européia (UE)

 

     A Agência Suíça de Promoção das Importações (“Swiss Import Promotion Agency – SIPPO”) publicou recentemente um manual de fácil leitura lidando com o acesso ao mercado da UE (do ponto de vista sanitário e da certificação IUU) e o custo-benefício da rotulagem ecológica. A publicação tem por objetivo o leitor que não está envolvido diretamente com tópicos relacionados ao acesso ao mercado da UE, mas, que necessita entender as bases do problema. A publicação possui 45 páginas e é escrita em Inglês e Espanhol, sendo repleta de gráficos, fotografias, tabelas e referências que a tornam de fácil “digestão”. A versão inglesa está disponível “online”: http://www.slideshare.net/Osec/eu-market-access-and-ecolabbeling-for-fishery-and-aquaculture-products. Cópias em inglês podem ser solicitadas ao endereço a seguir: Constantin Kostyal, Project Manager Food Programme, SIPPO Swiss Import Promotion Programme, Stampfenbachstrasse 85, Postfach 2407, CH-8021 Zürich, ckostyal@osec.ch
 

><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>><>

 

PRÓXIMO NÚMERO

     O próximo número de O INSPETOR DE PESCADO será distribuído em dezembro de 2011. Por favor, qualquer informação que você queira divulgar através deste boletim escreva para o Dr. Carlos A. Lima dos Santos, Rua Cel. Eurico Gomes de Sousa 510 Cob 01, Jardim Oceanico – Barra da Tijuca, 22620-320 Rio de Janeiro, RJ – BRASIL, Tel: +55 21 2491-0704; E-mail: dossantoscarlos@globo.com

Editor: Anil Kumar P - INFOFISH, Kuala Lumpur, Malásia.

Editor Técnico: Karunasagar Iddya, FAO, Roma, Itália.

Tradução espanhola: Nelson Avdalov & Gloria Scelza - INFOPESCA, Montevidéu, Uruguai.

Tradução portuguesa: Carlos A. Lima dos Santos, Rio de Janeiro, RJ, Brasil

<((><< VOLTAR <((><<

Última atualização: 02/10/11